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A regra é literal. O SSID (sigla em inglês para o nome da rede, o que aparece na lista do celular) precisa ser idêntico ao antigo, com as mesmas maiúsculas, espaços e acentos. Casa_Silva e casa_silva são duas redes diferentes para uma lâmpada.
A senha segue a mesma exigência. Um caractere trocado e o aparelho tenta, falha e desiste. Daí o primeiro passo: copiar os dados antes da troca, não tentar lembrar depois.
O roteador velho guarda tudo na própria página de configuração. No navegador de um computador ligado à rede, digite o endereço impresso na etiqueta, em geral 192.168.0.1 ou 192.168.1.1, entre com o usuário e a senha de administrador, também da etiqueta, e abra a aba Rede sem fio ou Wireless (sem fio, em inglês).
Ali aparecem o nome da rede, a senha e um terceiro dado que quase ninguém anota: o tipo de segurança, que costuma vir como WPA2 (o padrão de criptografia que protege a senha no ar).
TRÊS DADOS NO PAPEL
Anote os três num papel e fotografe a tela. Se a página não abrir, o celular Android mostra a senha da rede salva em Configurações, Wi-Fi, no botão de compartilhar, que gera um código QR com a senha escrita embaixo. No iPhone, a senha fica em Ajustes, Wi-Fi, no ícone de informação da rede.
Sem o nome exato e a senha exata, o atalho não existe. Um papel colado atrás do roteador novo resolve a próxima troca também.
O terceiro dado importa por causa do padrão novo de segurança. Muitos roteadores de fibra recentes vêm com WPA3 ligado, e boa parte das lâmpadas e tomadas baratas só entende WPA2. O ajuste fica na mesma aba: escolha WPA2 ou o modo misto WPA2/WPA3, que aceita os dois.
Há ainda a questão da faixa. Lâmpadas, tomadas e sensores baratos só conversam na frequência de 2,4 GHz (a faixa mais lenta, que atravessa melhor as paredes). Roteadores novos anunciam 2,4 GHz e 5 GHz com um nome só, e em alguns casos o aparelho antigo se perde.
Se a casa antiga tinha uma rede separada só para 2,4 GHz, recrie essa rede com o mesmo nome. Se era um nome único, mantenha o nome único e teste antes de separar.
Onde entra o valor abaixo de cem reais: quando o roteador da operadora trava a mudança de nome, ou esconde a opção de faixa, um roteador simples de 2,4 GHz, ligado por cabo ao da operadora, recria a rede antiga sozinho. Modelos básicos de marcas como TP-Link e Intelbras costumam sair nessa faixa de preço nas lojas brasileiras.
Mark Weiser, cientista-chefe do centro de pesquisa da Xerox em Palo Alto, escreveu no artigo The Computer for the 21st Century (O computador para o século 21), publicado na Scientific American em 1991, que as tecnologias mais profundas são as que desaparecem no tecido da vida diária. |
A rede da casa só desaparece assim quando continua com o mesmo nome. Com os três dados no papel, falta decidir a ordem das tarefas no dia da instalação.
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